Ela é americana... da América do Sul

Processo de desfralde

Outro dia me escreveram um E-Mail chamando a atenção da descrição do meu blog que dizia "Viagens, dia a dia, cultura, e agora, maternidade", como se a maternidade estivesse completando meu ciclo como pessoa, como mulher. Eu mudei um pouco a descrição, mas de fato, a maternidade me trouxe um nível de plenitude que eu nem sabia que existia, no que diz respeito a confiança de mim mesma, força, capacidade, superação, disciplina e amor incondicional. É tudo muito intenso e a responsabilidade de criar e educar um ser é uma coisa sensacional e aterrorizante ao mesmo tempo. Mas antes que eu me deixe levar nos meus devaneios, hoje vim aqui falar de um assunto um pouco íntimo e já me perdoe aí você, mas é um marco importantíssimo tanto para a criança que está deixando de ser bebê e virando "toddler", ou seja, criança acima de 2, 3 anos que começa a ser mais independente, e também importante para a mãe (e pai, se for o caso): o desfralde.

É muito prático quando seu filho(a) é bebezinho e você pode por uma fralda e fazer qualquer outra coisa, e poder trocar a fralde depois de 3, 4 horas. Digo isso agora sob outro ponto de vista, o que tenho agora, pois na época trocar a fralda a cada X horas já era pra mim trabalhoso. No ponto de vista que a partir do momento que a criança começa o desfralde, os horários de ir ao banheiro são praticamente a coisa mais importante do dia... e você sente até saudade do tempo que podia por uma fralda e sair com seu bebê pra cima e pra baixo despreocupada, podendo ir em qualquer trocador pra trocar a fralda dele(a) quando fosse necessário.

Quando o Edi fez 2 anos, eu comecei a pensar em tirar a fralda dele, já naquela ânsia que a gente fica involuntariamente, talvez porque impressionada com o tanto que ele desenvolveu até aqui, de que nosso bebe está crescendo e que os próximos passos precisam ser dados. Já é hora de tirar a fralda? Porém quando eu tentava explicar a ele ir ao banheiro e tal, tinha a sensação que ele não me entendia. Ele tava começaaando a falar, então fiquei na dúvida se era realmente uma boa época para isso. Me lembro até de conversar com um colega (homem) do trabalho sobre isso, pois ele se orgulhava em dizer que as filhas dele nunca usaram fraldas. Desde recem-nascidas, foram treinadas a fazer xixi e cocô ao sinal de um carinho no pé, e hoje já com 3 e 1 ano respectivamente, elas eram super independentes e tal. E eu sem nenhum parceiro do meu lado para me ajudar a refletir se era hora de tirar a fralda do Edi e tal.

Puxa, o Edi já com mais de 2 e eu aqui achando que não consigo.... olha, quer saber, desencanei. Não sei, acho que foi feeling mesmo, me convenci que cada criança é de um jeito e já que o Edi tinha usado fralda até aqui, decidi deixar mais um tempo e me despreocupei. Não era hora de desfralde. Comprei mais uma remessa de pacotes de fraldas pra mais uns meses aqui pra casa e deixei pra lá, convencida de que quando chegasse a hora, nós saberíamos.

Ótimo. O tempo passou, continuamos vivendo, paseando e brincando super tranquilos, até o início desse ano, quando Edi estava perto de fazer 3 anos, e parece que deu um daqueles picos de crescimento, sabe, que a calça fica curta, o sapato apertado, e quando a gente saía e eu tinha que troca-lo, ele mal cabia no trocador. Não cabia mais, estava muito grande, o trocador era para bebezinhos, as pernas dele ficavam sobrando demais e ficava muito difícil para trocar a fralda dele quando estávamos na rua.

Bem, perto de fazer 3 anos Edi já entendia tudo que eu dizia e falava muuuita coisa, o que me trouxe de volta a questão do desfralde. Já que ele já entendia tudo, podia agora muito bem entender quando eu explicasse que xixi e cocô é no banheiro. Mil obstáculos apareceram na minha mente como que querendo me fazer desistir, do tipo: mas eu não estou em casa a semana inteira com ele, de que adianta eu treinar com ele em casa, e na creche ele fazer diferente, ou ter ainda as meninas da creche falando tudo em Alemão com ele, enquanto eu estou dando instruções em Português? Acho que tentei inconscientemente transferir a responsabilidade (ou a trabalhera) para a creche e disse lá que o levasse ao banheiro junto com as outras crianças, "já que ele passa a maior parte da semana lá", pensei eu.

Claro, não deu certo. Ele não fazia. Aliás, por mais tempo que ele passe na creche durante a semana (vai 4 dias por semana), é aqui em casa que ele se sente mais vontade, se é que você me entende. Então, não tinha jeito, era comigo mesmo.

Comecei a pesquisar técnicas na internet e ler blogs sobre como tirar a bendita fralda da criança, relatos e experiências de A e B, bolei mais ou menos um plano na minha cabeça, me enchi de coragem, e num fim de semana depois de ele fazer 3 anos, decidi que seria aquele fim de semana. Um fim de semana no fim de Abril que fez mais um pouco de calor, quando eu podia deixar o Edi sem fralda, de short e não de calça em casa, e que eu estaria disposta a lidar com as consequências...

Para traduzir o processo numa linguagem que o Edi entendesse e ficasse uma coisa mais interessante e não apenas ordens, fiz uma brincadeira. O chamei para desenhar, peguei uma cartela de adesivos de balões, e disse que toda vez que ele conseguisse fazer xixi ou cocô no banheiro, ganharia um balão. O deixei em casa de short e "começamos a brincadeira". Vez ou outra eu perguntava se ele queria ir ao banheiro, mas ele não conhecia ainda a ânsia, a vontade de ir ao banheiro, nem de segurar o xixi pra solta-lo apenas quando estivesse no vaso.

Tivemos vários acidentes no início, cuecas e shorts molhados de xixi, xixi no tapete, xixi no chão, xixi no sofá, armei um varal no banheiro e um na sala para estender as roupas desastradas. Foi um fim de semana de muito trabalho, muita paciência e insistência, e de muito aprendizado também. Toda vez que ele fazia xixi nas calças, eu via a frustração no rosto dele, de que tinha feito algo errado, de que não tinha conseguido segurar pra fazer no banheiro, que não tinha me avisado, mas principalmente porque não ia conseguir ganhar um balão. Eu, embora desanimada de ter que lavar mais um par de shorts e mais uma cueca, tentava manter o otimismo e dizia que não tinha problema, dava um beijo e um abraço, o levava ao banheiro para lavar as perninhas e que tentaríamos na próxima vez.

Outras vezes o levava ao banheiro e ele sentava lá só esperando vir o xixi, mas saíamos do banheiro sem sucesso. Quando de tanto tentar, uma vez deu certo, fomos ao banheiro e ele conseguiu fazer xixi, que alegria!!! Fiquei mais feliz do que ele. Fomos correndo pro quarto escolher a cor do balão e colar o adesivo no nosso painel. A partir daí cada pingo de xixi que caía no vaso era comemorado. Quem é mãe sabe o que é isso.

Dia após dia, sexta, sábado e domingo, repetindo a mesma coisa. Sábado foram menos acidentes e os balões começaram a encher o painel. Já no domingo, para a minha surpresa, já não tivemos nenhum acidente. Edi parecia gostar tanto da brincadeira, que das vezes que fomos ao banheiro, e não foram poucas, a maioria foi bem sucedida. Nenhum, zero acidentes, nada de short molhado de xixi, nem número 2, niente. Tudo apropriadamente feito no vaso sanitário, que aliás, nem falei, coloquei um adaptador da Baby Björn no assento, para ele poder sentar bem, e uma daquelas escadinhas para conseguir subir sozinho ao vaso e sentar a sua altura.

     

Segunda-feira seguinte, saímos para ir pra creche e o Edi sem fralda. Era a primeira vez que ele saía de casa sem fralda. Medo, muito medo de ele fazer xixi no carrinho e estragar o estofado todo, mas minha confiança no meu filho foi maior. Chegamos à creche, carrinho seco e muito orgulho. Hora de falar sério. Avisei lá que agora sim tínhamos começado o processo sério e que ele estava sem fralda e deveria ficar sem fralda, ir ao banheiro regularmente e em caso de acidentes, havia uma mudinha de roupa limpa e cuecas na gavetinha dele.

Passei o dia no trabalho tão ansiosa pra saber como estava sendo o dia do Edi na creche, se ele estava conseguindo ir ao banheiro. Nos primeiros dias, ainda aconteceram alguns acidentes lá na creche, ele fez xixi na roupa. Ao chegar em casa depois do expediente, não tinha folga, continuávamos o treinamento. Para dormir, entretanto, sempre o deixava de fralda, pois por mais que eu tenha lido que a criança só faz xixi de noite quando está acordada, Edi acorda meio desacordado então, porque a fralda dele sempre acordava cheia.

No fim de semana seguinte o treinamento continuou em casa, e para sair eu ainda colocava fralda nele. Foi engraçado quando estávamos na rua no fim de semana seguinte e o Edi pedindo pra ir ao banheiro, cruzando as pernas parecendo que estava apertado pra fazer xixi, e eu dizia que ele podia fazer xixi, pois estava de fralda, e ele dizendo que não, que queria ir ao banheiro.

Eventualmente as cartelas de adesivos de balões acabaram e não tinha mais espaço no painel para contabilizar os xixis e cocôs, então a brincadeira foi esquecida e o banheiro foi se tornando uma coisa normal no dia a dia do Edi. Em casa, nunca mais tivemos acidentes. Aliás de uns dias pra cá ele quer ir até sozinho já. No entanto pra sair, depende. Até algumas semanas atrás, quando íamos estar fora de casa por um período longo de tempo, eu colocava fralda nele, e quando eram saídas curtas, não. Mas ao perceber que a fralda voltava seca mesmo nos passeios mais longos e que ele segurava o xixi pra fazer em casa, passei a sair com ele sempre sem fralda, e explicar que quando ele quisesse fazer xixi fora de casa, me dissesse para arrumarmos um banheiro.

Comprei na Müller um toillette portátil que é um saquinho impermeável onde a criança pode fazer seu xixi lá e o fundo do saquinho tem uma camada que absorve o xixi e não passa no plástico. Era uma possibilidade que estaria sempre a mão quando ele me pedisse pra fazer xixi e não houvesse um banheiro por perto. Por várias vezes abri o saquinho e ele não conseguiu fazer, mesmo tendo dito que queria ir ao banheiro, ele simplesmente não está acostumado nem se sente a vontade de fazer xixi e cocô fora de casa.


Tivemos ainda alguns poucos acidentes na rua, quando ele segura, segura, segura o xixi por tanto tempo, dizendo que não quer ir ao banheiro, e depois molha a roupa toda. Sou uma mãe bem previnida e sempre ando com uma roupa extra, inclusive meias e cuecas, já pensando em situações assim. Só o sapato que molhou também e sequei o quanto eu podia com lencinhos de papel, mas não deu jeito. Só lavando mesmo depois de chegar em casa.

Acho que o Edi aprendeu muito bem e muito rápido o processo de desfralde. Mas acho que isso só aconteceu porque o desfralde aconteceu numa época que ele já conseguia entender o que eu explicava pra ele. Se eu tivesse começado antes com ele muito pequeno ainda, ele não ia me entender, teríamos tido provavelmente muitos mais acidentes e eu só ia me estressar de tanta insistência e nós dois íamos acabar frustrados.

Ainda tenho muitos pacotes de fraldas aqui que estão sendo usados num ritmo muuuuito menor do que antes, pois agora eu só coloco fralda no Edi pra dormir. Continuo colocando porque por mais vezes que eu veja a fralda seca ao acordar, já aconteceu de eu esquecer de por a fralda nele antes de ir dormir, e ele fazer xixi na cama. O trabalho que é tirar o lençol, lavar e lavar o colchão não tá no gibi. Prefiro continuar com a fralda noturna mesmo. Apesar de já acontecido também, de eu esquecer de por a fralda nele ao dormir, e não ter acidente nenhum, ou seja, não tem como adivinhar. Vou continuar com a fralda noturna ainda por mais algum tempo, pelo menos até o estoque que tem aqui acabar. 

Lavaux, os terraços de vinhedos na Suíça

O vinho pode não ser uma das coisas que mais se conhece da Suíça mundo afora, ao contrário do chocolate, do queijo e do canivete. Porém há evidências da era romana e traços do século 11 que comprovam que a região vinícola de Lavaux já existia desde então, quando monastérios controlavam a região. Mas de que região estou falando afinal? Lavaux é uma região do cantão de Vaud, na parte francesa da Suíça, que consiste em 830 hectares de terraços vinícolas, beirando o Lac Leman (Lago Genebra, em Português) e é patrimônio mundial da Unesco desde 2007.



Lavaux é a maior área contígua de vinhedos da Suíça, dividida em níveis de plantações e produções artesanais que faz da região um ponto cultural a conhecer no país. Primeiro de tudo, o Lago Genebra dispensa qualquer comentário de tão lindo. É o mesmo lago que deixa as paisagens do Castelo de Chillon e Vevey ainda mais lindas. Pois bem, imagine uma região vinícola em frente a esse lago. É Lavaux. Essas encostas íngrimes nessa localização privilegiada entre Lausanne e Vevey e com pouca mecanização nas técnicas de produção de vinho branco, a mão de obra é a principal ferramenta.



A melhor época para conhecer Lavaux é entre Abril e Outubro, já que no inverno está tudo cheio de neve e frio. Bem tecnicamente Lavaux é dividida em 8 subregiões produtivas e cada uma é responsável por um tipo de vinho: Lutry, Villete, Epesses, Calamin Grand Cru, Dézaley Grand Cru, St. Saphorin, Chardonne e Vevey-Montreux (veja a lista do que é produzido aonde exatamente aqui). Então se você tem a intenção de caminhas pelos vinhedos para conhecer a técnica de produção de um tipo específico desses vinhos, procure se informar qual a melhor rota. Pois é perfeitamente possível andar entre os terraços, conhecer as produções artesanais do vinhos e até fazer degustações.

Se todo o percurso disponível em Lavaux for percorrido, são 14km andando entre os terraços vinícolas. Há várias opções de trilhas pelos vinhedos de Lavaux, saindo de diferentes vilas, aliás há também pacotes de passeio em rotas específicas  incluindo degustação e tudo mais. Daí toda vez que eu passava de trem pela região de Lavaux, que é inevitável quando se viaja da parte alemã da Suíça à francesa, logo ao sair de um túnel dava de cara com aquela paisagem deslumbrante do Lago Leman, e os terraços de Lavaux. E na minha cabeça me perguntava quando era mesmo que eu ia enfim conhecer Lavaux.




Até que chegou o dia de conhecer Lavaux. Bom, meu interesse desta vez não era conhecer nenhuma região de produção específica de vinho, eu só queria mesmo passear e conhecer os terraços de perto. Então me preparei um dia só para isso. Esperei pacientemente o inverno acabar, chegar a primavera e fazer um dia bem lindo de sol para por meu plano em prática. De Berna, onde moro, peguei o trem até Lausanne e de Lausanne um trem regional menor e mais lento até uma cidadezinha chamada Puidoux-Chexbres que dá 13 minutos.

A caminhada pelos campos de Lavaux pode começar de diferentes pontos, dependendo se você quer visitar algum ponto ou produção de vinho especial como falei antes, ou andar mais, menos. Uma trilha inteira seria partindo do início dos campos em Lutry até Vevey, que daria pouco mais de 14km, umas 3 horas andando. Eu procurei uma trilha mais tranquila. Não é bem uma "triiilha" porque não é numa floresta nem em montanhas, a rua que caminhamos é o tempo inteiro asfaltada, passa até carro de vez em quando. Mas é um caminho em zig zag, com vários cruzamentos e bifurcações, que levam a outros caminhos, outras trilhas e rotas mais longas ou mais curtas, dependendo de onde for seu ponto de chegada.



Descemos em Puidoux-Chexbres e de lá nosso ponto de partida era Chexbres-Village, uma cidade minúscula a 2 minutos de Puidox-Chexbres e de já se vê aquela atmosfera turística em direção aos campos de Lavaux. Pela minha pesquisa eu vi que de Chexbres-Village seria uma caminhada razoável até St. Saphorin (quase 2km), outra cidade rural e pitoresca a beira do Lago Genebra, de onde eu pegaria o trem de volta para Lausanne. Para mais opções de trilhas e rotas, veja este site em Inglês, e aqui tambem.



Então o plano era:

Chexbres-Village até St. Saphorin - quase 2 km de caminhada, sempre descendo.



Num ritmo normal, nesses 1.7km daria uns 30 minutos andando. Como eu estava com o Edi, levamos pouco mais de uma hora, fomos sempre parando, brincando e tirando fotos. Passamos também por Rivaz que é outra região famosa de Lavaux. Há também a opção de fazer o tour por Lavaux em trenzinhos abertos de excursões no verão, veja mais informações aqui.



O passeio em si, que eu não chamaria de trilha mas de passeio mesmo, é simplesmente sensacional. Totalmente apropriado para crianças por não ser muito longo e ser o tempo inteiro descendo. Nada cansativo e bom também se os adultos quiserem parar em algum vinhedo para degustações. Aliás algumas pessoas fazem a trilha com uma taça de vinho na mão já. Sem falar na vista que está lá o tempo todo linda e cada ângulo é um clique. E com o tempo bom então, é literalmente.


Nosso passeio foi bem tranquilo, o Edi não ficou cansado. A gente foi depois do almoço, então ele já tinha almoçado. E era Maio, ou seja, quando a luz do sol já dura bastante e as temperaturas estão ótimas. Totalmente recomendado.

Suíça, o 7º país mais seguro do mundo para se viver

O Instituto de Economia e Paz com sede em Sydney, na Austrália, é uma organização de pesquisa global sem fins lucrativos e se dedica a tornar o foco do mundo na paz em uma medida positiva, viável e tangível de progresso do bem estar humano. Ele desenvolve modelos conceituais e define métricas mensuráveis, descobrindo uma relação clara entre paz, negócios e prosperidade. Ele trabalha com diversos outros órgãos e instituições acadêmicas e também realiza todo ano um estudo entre vários países que como resultado, temos uma lista deles classificados num índice decrescente de paz. Traduzindo: uma lista de 163 países classificados de acordo com o seu índice global da paz, ou seja, os países mais seguros, mais em paz, para se viver.
O relatório deste ano de 2016 pode ser lido aqui neste link (em Inglês). Aqui dá pra ver uma interpretação mais interativa no mapa. É a décima edição do relatório que traz uma análise absolutamente compreensível no estudo e resultado, que é a classificação dos países de acordo com seu nível de paz. Eu li parte do relatório mas vi várias reportagens publicando o resultado, de onde se fala do topo e do fim da lista, onde estão também os países menos em paz para se viver, e onde a Islândia se destaca por estar no topo absoluto da lista, como o país mais pacífico do mundo, pelo segundo ano consecutivo. São vários indicadores qualitativos e quantitativos e temas levados em conta como impacto do terrorismo e instabilidade política, razões pelas quais a Síria está em último lugar na lista, seguida pela Somália, Afeganistão, Sudão do Sul e Iraque.

Interessante ver que apenas 69 dos 163 países estudados, que são a propósito 99.7% da população do planeta, não tiveram nenhum registro relacionado a terrorismo neste ano. O mundo ficou levemente menos pacífico em 2016 e não é pra menos ne, com toda essa crise de refugiados e tudo mais. 81 países ficaram mais pacíficos, enquanto 79 ficaram menos pacíficos. O Brasil infelizmente não está muito bem na 105. posição, pois se encontra também na lista de países que tiveram mais deterioração, juntamente com o Casaquistão, Polônia, Burundi, Guinea-Bissau e Djibouti.
Já a Suíça encontra-se na 7a. posição na lista dos países mais pacíficos do mundo. E está na 158. posição na lista de países com custos para contenção da violência, enquanto o Brasil está em 32. A Suíça também encontra-se juntamente com Botswana, Chile, Uruguai e Ilhas Maurício no primeiro lugar na lista de domínio de conflitos nacionais e internacionais, e o Brasil vem logo em seguida com uma pontuação levemente menor. Todos dados muito interessantes que podem ser observados e interpretados no estudo do IEP.

Fonte: http://www.fastcoexist.com/
Em 2014 e 2013 a Suíça ficou em 5. lugar no estudo, em 2012 em 4., em 2011 em 8., em 2010 em 9, em 2009 em 11. e em 2008 o 4. Por mais que varie algumas posições, a pior ocupação que a Suíça já ocupou foi a 11a. em 2009.

De fato, morando aqui há quase 7 anos, nunca me senti tão segura morando aqui comparado a qualquer outro lugar. Infelizmente a maioria de incidentes registrados na polícia suíça refere-se a infrações cometidas por estrangeiros. Morar na Suíça sem nenhuma dúvida é a solução do meu antigo problema de quando morava em Recife e tinha que me proteger no meu carro de vidros escuros. Aqui eu nem carro tenho. Ando a pé e de transporte público pra cima e pra baixo, nunca me aconteceu nada e eu não sinto mais medo nenhum.

Acredito que uma das principais razões para "tudo funcionar aqui" seja da mentalidade das pessoas e da pouca diferença social, que como resultado gera poucas pessoas necessitadas ou em problemas financeiros, que as tornem capazes de qualquer coisa para sobreviver, inclusive roubar e matar. É um tema bem polêmico e com muito espaço para discussão, eu sei, mas o controle que o governo tem sobre o povo é tão grande, que antes de alguém entrar em dificuldades financeiras ela já está sendo amparada.

A questão da diferença social também que é gritante no Brasil, aqui a gente vê bem menos. Claro que vemos pessoas ricas morando em mansões enormes e com N carros, mas o mais pobre da classe social tem um espaço para dormir e algo para comer, que é o mínimo de decência para qualquer ser humano. Gente pedindo dinheiro na rua você ve sim, por necessidade, questões pessoais, dependência de droga, destino, não sei. Mas ande na rua em qualquer cidade na Suíça, não há ninguém dormindo na frente de lojas e cobertas com papelão.
Enquanto que isso torna um país seguro para se viver, pois alguém que não está passando necessidade dificilmente vai atacar alguém ou algum estabelecimento atrás de sobrevivência, não o isenta de todos os problemas existentes no mundo. Há problemas na Suíça sim, aliás neste post eu falei sobre o lado ruim da Suíça, falta de paz, segurança, violência e medo não é um deles.

Aliás um grande ponto sempre em discussão é o custo de vida na Suíça, que também sempre está no topo da lista de países mais caros para se viver no mundo. Oh well, o que dizer? Para tudo há um preço? Se for, literalmente aqui pagamos o nosso. De fato o custo de vida aqui é altíssimo, mas se com um trabalho conseguimos pagar as contas do mínimo que precisamos para viver confortavelmente, acho justo.

A outra questão que mencionei anteriormente, a da mentalidade, diria que é uma questão cultural. Não que o suíço seja idôneo e brasileiro seja desonesto, mas a mente corrupta e a cultura da esperteza que vivemos no Brasil desde criança, aqui não existe. Não existe mesmo. E essa deturpação de comportamento, dependendo do nível de intensidade, é infelizmente uma grande porta aberta para o crime, o deslize, o delito, muitas vezes salientado pela ignorância, falta de oportunidade, etc.

Os efeitos disso sentimos na pele no dia a dia aqui na Suíça. Não temos porteiros nos prédios. As casas não tem grades, algumas não tem muros, não tem cerca elétrica, nem as que têm muro têm cacos de vidro em cima. Os carros nem podem ter vidros escuros, é contra a lei. Andar a pé a noite na cidade ou no campo não é problema algum. Pode até falar no celular se quiser, filmar, tirar foto, ninguém vai levar sua câmera embora. Assaltos a lojas e mercados pode esquecer, aqui algumas lojas têm vitrines e gôndolas com produtos do lado de fora da loja. Em algumas áreas, as casas têm seus jardins abertos com mesas e cadeiras que ficam sempre do lado de fora.

Não só em questões relacionadas à segurança nossa do dia a dia e a vulnerabilidade à violência ou assaltos, a Suíça também sempre se mantém longe de problemas e conflitos com outros países. Aliás veja essa animação da página I F** Love Graphs do Facebook e perceba o espacinho de terra que é a Suíça como ao longo dos anos pouco se modificiou, depois da sua fundação (ano de 1291, mas de facto em 1499 com o Tratado de Basel que marcou a independência da Suíça do Império Romano-Germânico).

Ela se mantém verdinha verdinha, com excecões de uns territórios disputados com a França ali perto da fronteira e com a integração tardia do cantão de Jura em 1979.

A Suíça não faz parte da União Europeia, a moeda daqui não é o Euro, é o Franco Suíço. A Suíça faz parte do Tratado de Schengen que dá livre circulação de cidadãos europeus para trabalhar e alguns outros países de entrar e permanecer até 3 meses como turista. Há acordos que permitem relações sem conflitos com os países e aqui dentro há regras para tudo. Tudo, tudo mesmo. Tudo que faz o país andar, eu diria.

Para concluir, eu posso dizer que dói no bolso o custo de vida que temos aqui realmente. E eu como imigrante tem a questão da saudade, cultura e tudo mais. Mas se temos segurança, estabilidade, ausência de medo e violência e uma vida em paz que eu posso oferecer para o meu filho crescer num ambiente assim, qual é o preço que isso pode ter? O custo de vida "cai" muito e deixa de ser uma coisa tão relevante, quando eu posso ter todas as outras coisas que fazem da minha vida e da minha rotina uma ótima qualidade de vida.

Língua alemã e dialetos

O Alemão é a língua mais falada na União Europeia, e a segunda maior na Europa em geral, depois do Russo, se considerarmos que metade da Rússia fica na Europa e a outra metade na Ásia, e a população da Rússia é de quase 150 milhões de pessoas, enquanto a da Alemanha é de 81 milhões. Engana-se quem acha que Alemão é apenas falado na Alemanha. O Alemão é falado na Alemanha, na Áustria, em Liechtenstein, parte da Suíça, da Bélgica, norte da Itália, Namíbia (que foi colônia dos Alemães) e mais 36 outros países. Até no sul do Brasil há regiões colonizadas pelos alemães que até hoje mantêm a origem do idioma.

Há diversas variações do Alemão conhecidas como "dialetos", como aqui na Suíça onde cada cantão da parte Alemã tem o seu dialeto, ou seja, a sua versão do Alemão, com várias diferenças e particularidades. Porém a versão padronizada, a oficial que é a escrita que encontramos nos livros e que se aprende na escola é o "Hochdeutsch", que é o Alemão clássico e é falado no norte da Alemanha, em Hamburgo e Hannover, conhecido como o "Alemão perfeito". Na própria Alemanha há variações do Alemão clássico, como no sul, na região da Baviera onde eles falam o seu próprio dialeto.

Todos que falam Alemão (ou praticamente todos) sabem falar o Alemão clássico, o Hochdeutsch. O dialeto pode ter variações de vocabulários e declinações de verbos e pronomes que possa parecer errado, e na hora de escrever, se escrever o dialeto, cada um pode escrever como bem quiser, pois não há regra e dialeto é dialeto, não é idioma oficial. Aqui na Suíça é estranho ouvir todos falando o Mundart (dialeto) e escrevendo o Alemão clássico ao escrever Emails ou documentos.

O Alemão é a terceira língua mais ensinada nos Estados Unidos e devido à dispersão dos alemães na época da 2a Guerra Mundial, o idioma terminou sendo distribuído em inúmeras regiões e famílias mundo afora. Por esse motivo fica difícil encontrar uma estimativa precisa do número real de falantes de Alemão no mundo. E essa dispersão é a maior razão de existir tantos dialetos regionais e distintos.

As línguas germânicas são um ramo da família indo-europeia, composta por centenas de línguas e dialetos, que na prática são vários dos idiomas falados na Europa, Irã, Índia, reunindo quase 3 bilhões de falantes. Das línguas germânicas saem o Gótico, o Anglo-Saxão, o Norueguês, Islandês, Holandês, Dinamarquês, Sueco, dentre outros. São tudo da mesma família. O ramo germânico tem o segundo maior número de falantes no mundo com 730 milhões de falantes. Em primeiro está o ramo itálico, de onde estamos nós, as línguas latinas, com mais de 870 milhões de falantes, de onde saem o Espanhol, Português, Italiano, Romeno, etc.

Voltando ainda mais no tempo para entender a formação e unificação da língua Alemã, quando a Alemanha estava toda dividida em Estados na Idade Média (entre séculos 5 e 15), não havia uma padronização do idioma. Cada um falava de um jeito e só Deus sabe como eles se entendiam. Na época do Sacro Império Romano-Germânico, que foi uma época de união de territórios da Europa Central durante toda a Idade Média, Idade Moderna e início da Idade Contemporânea, sob autoridade do Imperador Romano, Martinho Lutero traduziu o Bíblia (entre 1521 e 1534) e a difusão da língua de forma padronizada foi facilitada, inclusive pela Revolução da Imprensa, que acontecia na mesma época. Todos poderiam ter acesso à Bíblia traduzida para um Alemão "oficial" e dali em diante aquele terminou sendo o Alemão clássico padrão.

O Alemão falado nos principais países como Alemanha, Áustria e Suíça é oficialmente o padrão, apesar de variar entre dialetos e sotaques, é o Hochdeutsch que é aprendido nas escolas e que se encontra em livros e gramáticas. Suíços falando Alemão clássico fala bem mais devagar que um Alemão e com bem mais entonações e sonoridades acentuadas. Mas está falando Hochdeutsch. Alemão falando Hochdeutsch fala bem mais rápido e são sempre mestres no seu idioma. Austríacos se aproximam do Alemão clássico da Alemanha mas ainda dá pra notar uma certa diferença no sotaque. É como o Inglês britânico, americano, australiano. Ou o Português de Portugal, do Brasil, de Angola. É tudo Português, é tudo Inglês, é tudo Alemão, mas há um "master", um clássico e suas variações.

Aqui na Suíça há cursos de Alemão-suíço em escolas de idiomas, para aprender alguns vocábulos específicos e gírias e expressões, porém depende do cantão. Cada cantão da parte alemã da Suíça tem seu dialeto e há variações dos dialetos. Qualquer dia escrevo um post só sobre dialeto suíço, já que já estou começando a entender o Berndeutsch hehehe.

As 10 maiores cidades suíças

Eu fiz essa página "Tudo sobre a Suíça" para juntar numa página só os posts sobre a Suíça, nos mais diversos assuntos, tudo divididinho por categorias. Se você ainda não conhece essa página, passa lá pra ver. Apesar desse blog não ser um blog de turismo, várias pessoas terminam caindo aqui através de busca de informações sobre alguma coisa da Suíça. Fico feliz em ajudar e ao mesmo tempo registrar minha vida aqui, através das experiências escritas em posts.
Berna
Lá nessa página tem todos os posts de todas as cidades, montanhas, vales e alpes que já visitei. Porém em 7 anos de blog é natural que alguns posts já possam estar um pouco desatualizados. Recebo muitos emails pedindo dicas de roteiros de viagens, que quase nunca consigo responder, por falta de tempo mesmo. E por todos esses motivos, me motivei para escrever esse post, que talvez sirva para dar uma visão geral das cidades suíças, baseado no que vivi até agora e nos posts escritos até agora, e talvez ajude aí futuras buscas e fica também como um post referência aqui no blog. Espero que gostem.
Zurique
Bem, a Suíça é um país relativamente pequeno. Comparando com o Brasil, a Suíça poderia ser o estado de Pernambuco ou 2 Bahias, tratando-se de população. São 8 milhões de pessoas divididas em 26 cantões, que são como estados divididos em regiões, com suas respectivas capitais e costumes. Idiomas são uma particularidade especial, pois são 4 os idiomas oficiais do país: Alemão, Francês, Italiano e Romanche. Para saber dos idiomas da Suíça, leia este post.

Apesar de a Suíça não ter cidades imensas nem megalópoles como no resto do mundo, há as cidades mais famosas, que vou apresentar abaixo.


1- Zurique

São menos de 400 mil pessoas morando na cidade de Zurique, e é a maior cidade do país. Zurique também é o nome do cantão, o qual a cidade é a capital. Como estado Rio de Janeiro e capital Rio de Janeiro, SP, capital São Paulo. Tive o prazer de morar e trabalhar nessa cidade por mais de 2 anos, foi lá que meu filho nasceu, e rodei tanto por lá que fiz uma página aqui no blog apenas com informações sobre ela, lugares, dicas, restaurantes, enfim. Passa lá pra ver.

Zurique é a cidade mais internacional da Suíça, fala-se Alemão por lá, ou o dialeto Zürideutsch, que mais se aproxima do Alemão clássico, do que o dialeto de Berna, por exemplo. É lá onde está a maior concentração de empregos, de gente, de atrações, marcas, eventos, festas, sedes de empresas, e está geralmente no topo da lista de cidades mais caras do mundo para se viver, mas também está normalmente na lista de cidades com melhor qualidade de vida do mundo.

Zurique definitivamente merece uma visita e pelo menos 2 dias para quem passa pela Suíça. Escrevi há algum tempo um post com sugestão de roteiro de viagem em Zurique de 1 ou 2 dias, com as principais atrações da cidade, veja aqui.


2- Genebra
A segunda maior cidade da Suíça tem menos de 200 mil habitantes e fica na parte francesa da Suíça, já perto da fronteira com a França. Eu diria que Genebra é a capital internacional da Suíça, é lá onde está a sede europeia da ONU e vários escritórios de agências internacionais de diplomacia, embaixadas e órgãos.

Tive uma impressão estranha da primeira vez que estive em Genebra, que foi num dia corrido quando queria ir até ao consulado do Sri Lanka para tirar meu visto para ir pra lá, e achei a cidade muito "francesa" demais, e pouco suíça. De fato se voce morar mais tempo na parte alemã, notará diferenças ao ir à parte francesa. Não é necessariamente uma coia ruim, mas eu não estava preparada. Já da segunda vez que visitei Genebra, fui com calma e tempo para de fato andar e conhecer a cidade. Gostei muito.

Uma cidade extremamente charmosa, oferece tudo que Zurique oferece, porém em Francês. É tão cara quanto e em 2009 estava em 3. lugar na lista de melhores cidades para se viver, depois de Viena e Zurique.


3- Basel

Em Português chama-se Basileia. Tem um pouco menos gente que Genebra, 175 mil habitantes e é a terceira maior cidade da Suíça, já bem próxima à fronteira com a Alemanha, no noroeste da Suíça. Basel é considerada a capital artística da Suíça. Lá acontecem diversos eventos culturais, há boa concentração de trabalhos e sedes de empresas e indústrias. Vale muito a pena incluir Basel na viagem pela Suíça, pois ela também é cortada pelo rio Reno, o maior rio da Europa ocidental, e dá uma atmosfera diferente de Zurique e Basel.

Já estive em Basel várias vezes, tanto para festas, shows, eventos, quando para passeios, e fiz algumas entrevistas de emprego por lá, quando estava trocando de emprego. Significa que considerei Basel para morar. Moraria lá tranquilamente.


4- Lausanne

A quarta maior cidade da Suíça fica na parte francesa, Lausanne tem pouco mais de 130 mil habitantes e é muito privilegiada na beira do Lago Genebra (Lac Leman). Preciso escrever um post mais atualizado sobre Lausanne. Ela é considerada a capital olímpica e é lá onde está o museu olímpico que visitei recentemente na chegada da tocha olímpica na Suíça no mês passado (ainda não escrevi post). O foco de Lausanne é o esporte internacional, é lá onde está o comitê olímpico internacional.

Visitei Lausanne poucas vezes, mas pelo que vi, a cidade é cheia de ladeiras e pra bater perna por lá é preciso de literalmente muita perna e muita disposição porque olha, é muito altos e baixos.


5- Berna

Vou até tentar me conter ao falar sobre Berna para não parecer injusto com as outras cidades. É aqui que moro, foi aqui que cheguei quando me mudei do Brasil para a Suíça e é a minha cidade do coração. Tentando deixar as preferências pessoais de lado, vamos aos fatos. Berna tem 130 mil habitantes, pouco menos que Lausanne e é a capital da Suíça, e também capital do cantão de Berna.

Em 1983 o seu centro histórico entrou para o patrimônio mundial da Unesco e está constantemente no topo da lista de melhores cidades para se viver no mundo. É uma cidade pequena que você conhece o principal em um dia, mas é tão encantadora que eu sugiro ficar mais tempo. Estou também fazendo uma página apenas para ela com dicas de lugares e informações, veja aqui.


6- Winterthur

Talvez você nunca tenha ouvido falar nessa cidade, mas ela tem uma população de 108 mil pessoas e está no cantão de Zurique, e fica a 30km de Zurique apenas. E é por isso que ela é a 6a. cidade mais populosa da Suíça. Viver em Zurique é caro e muita gente escolhe viver mais afastado para ter um custo de vida mais barato, e morar em Winterthur termina sendo uma boa opção, pois é uma cidade pequena, mas que tem o básico para se viver, e ainda a pouco tempo de Zurique, onde muita gente normalmente trabalha.

De atração turística Winterthur não tem muita. É uma típica cidadezinha suíça, onde eu estive apenas uma vez para visitar uma amiga, e tirei as fotos e escrevi este post.


7- Lucerna

Também preciso escrever um post atualizado sobre Lucerna, porque ela merece. A 7a. cidade mais populosa da Suíça com menos de 100 mil habitantes fica na Suíça central, capital do cantão de Lucerna, onde se fala Alemão e é privilegiada com a presença do Lago Lucerna, com vista para os alpes Pilatus e Rigi. Sem dúvida Lucerna deve entrar na lista de cidades a conhecer no seu roteiro pela Suíça.


8- St Gallen

Talvez também pouco conhecida, para quem não mora na Suíça. St Gallen tem 75 mil habitantes e é capital do cantão de mesmo nome, bem perto da fronteira com a Alemanha, no nordeste da Suíça. É uma cidade com arquitetura em estilo mais alemão do que suíço. A catedral é lindíssima e só por ela e pelo centro histórico, vale ao passeio. Entre os suíços, a cidade é popular entre os estudantes pois a univesidade de lá é bem conceituada.


9- Lugano

Enfim uma cidade na lista de maiores cidades da Suíça que fica na parte italiana da Suíça, o Ticino, no sul da Suíça, perto da fronteira com a Itália. Lugano tem pouco mais de 60 mil habitantes e eu estive lá recentemente. Adoro aquela cidade. Vindo do resto da Suíça, não é muito perto, é preciso viajar pelo menos 3 horas pra chegar lá, tanto de trem quanto de carro, e por isso termina sendo invivável incluir a parte italiana numa viagem pela Suíça. Lugano e toda a parte italiana da Suíça é o playground da Suíça, onde muitos suíços escolhem como destino de férias. Tem menos oportunidades de trabalho, o custo de vida é bem mais baixo que no resto da Suíça, mas a atmosfera é uma delícia e como nenhuma outra cidade no país. Recomendo muito.


10- Biel/Bienne

Quem diria que Biel/Bienne estaria na lista de maiores cidades da Suíça, não? Com pouco mais de 50 mil habitantes, é a prova que na Suíça a cidade não precisa ser grande para ser conhecida. Ela pode ser a 10. maior cidade da Suíça em termos de gente, mas não faz parte da rota turística no país. Cidades menores como Thun, Gruyéres e Neuchatel definitivamente têm mais a oferecer turisticamente falando do que Biel/Bienne. Que aliás tem esse nome porque é bilíngue, Biel em Alemão, Bienne em Francês. É, a Suíça tem dessas coisas. Estive apenas uma vez em Biel para um passeio de bicicleta em torno do lago Biel/Bienne e foi sensacional.